Distribuidora de remédios é interditada em Socorro .
01/10/09 ŕs 08:08 h


Uma ação conjunta entre a Polícia Rodoviária Federal da Bahia e Sergipe, Anvisa e Receita Federal, interditou ontem à tarde uma distribuidora de medicamentos em Nossa Senhora do Socorro por acondicionamento de remédios inadequado e sonegação fiscal. Os medicamentos devem ser incinerados e os computadores recolhidos na ação, analisados pela Receita Federal. O material apreendido foi avaliado, até o final da tarde, em R$ 10 milhões.

Segundo o inspetor da Polícia Rodoviária Federal da Bahia, Virgílio Tourinho, as suspeitas de irregularidades surgiram há cerca de um ano. Ele contou que nesse período foram feitas diversas apreensões de medicamentos nos postos da PRF no território baiano. Na última delas, há de 20 dias, foram apreendidos 35 mil comprimidos diversos, inclusive de uso controlado, sem nota fiscal.

A passagem dos produtos geralmente era feita à noite ou de madrugada e sempre da mesma distribuidora, o que aumentaram as suspeitas. A partir daí, começaram as investigações que culminaram na interdição da empresa. “Descobrimos no decorrer das investigações que saiam daqui os produtos em carros pequenos, caminhões e até em ônibus”, disse o inspetor.

A PRF comunicou à ANVISA, que juntos combinaram a ação conjunta deflagrada ontem de madrugada. A empresa possui dois endereços em Nossa Senhora do Socorro. A sede funciona no conjunto Marcos Freire II e o depósito na avenida que liga o conjunto João Alves ao Marcos Freire, próximo ao ginásio do Sesi. No depósito, foram retiradas cerca de três mil caixas de medicamentos que estavam armazenados em temperatura bem acima do ideal e por isso devem ser incinerados por estarem impróprios ao consumo.

Já na sede, até o final da tarde de ontem, a PRF e Receita Federal ainda não haviam contabilizado o total de caixas. Como o espaço é bem maior “uma espécie de labirinto”, conforme definiram os policiais, a quantidade é grande. Até o fechamento desta página, a Receita Federal e a PRF haviam contabilizado um total de R$ 10 milhões em mercadorias apreendidas.

O proprietário da empresa, Antônio Monteiro, acompanhou a retirada dos medicamentos. Ele negou qualquer problema com a Receita Federal, mas admitiu que as condições de acondicionamento dos produtos eram inadequadas. “Estamos retirando daqui e vamos levar para a empresa. Lá as condições são boas”, disse. Mas, segundo a PRF, os remédios estavam sendo levados para a sede, que foi interditada, onde ficarão à disposição da Justiça.
 

Texto: Célia Silva / Foto: Maria Odília

Fonte: Jornaldacidade.net