Uma nova resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) traz novas regras para a venda de medicamentos sem prescrição médica, visando evitar a automedicação. Em Aracaju, algumas farmácias já se adiantaram ao prazo de seis meses para adequação à medida e começam a retirar das prateleiras os produtos citados. Agora, eles deverão ficar atrás do balcão. A venda ocorrerá sob orientação do farmacêutico.A farmacêutica Manuela Aragão, 25, diz que a medida foi tomada por surpresa, mas reconhece a importância da preocupação que ela implica. “Às vezes a pessoa nem precisa do medicamento, mas vê na prateleira e leva, sem saber se aquilo pode fazer mal. Vindo ao balcão, a pessoa será orientada e o remédio terá a finalidade específica”, explica.Manuela dá um exemplo do perigo da automedicação citando a nova gripe, que levou muitas pessoas à farmácia em busca de remédios. “Nessa época os clientes já costumam comprar antigripais, mas muitos já perguntaram sobre o Tamiflu e quando ele estaria disponível”, conta. Entretanto, ela revela que as vitaminas estão na preferência do público, que não questiona efeitos ou indicações.
Grandes redes sofrerão impacto
De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos no Estado de Sergipe (Sicofase), Alex Garcez, a determinação impactará diretamente as lojas de grandes redes de farmácia, que trabalham com o conceito de auto-atendimento. Nelas, estão disponíveis à mão antigripais, vitaminas, analgésicos, xaropes etc. Muitas também possuem a venda por telefone, o que, a partir de então, só deverá ser feito se houver loja física.“A maioria das farmácias de bairro, ou as menores já possuem esse modelo de comercialização que a Anvisa determinou. Além disso, uma Portaria local já vetava a venda de alguns produtos nas farmácias e drogarias, que nem sempre estavam relacionados à atividade final delas”, acrescenta. Garcez reforça que a medida dará maior importância também a figura do farmacêutico. “Ao solicitar determinado medicamento, a pessoa vai obter a orientação para que não se prejudique”, diz.Os profissionais que atuam no atendimento ao cliente também serão treinados para nortear os clientes. “A resolução também regulamenta serviços como aferição da pressão arterial, medição de glicemia e de temperatura, algo que era considerado irregular aqui em Aracaju”, lembra Alex.
Fonte: Infonet