 |
 |
 |
 |
 |
 |
 |
 |
|
 |
Apresentador do Programa Radiola com Dengue
18/05/08 ŕs 12:39 h
O Apresentador do Programa Radiola na FM Princesa Robério Santos, o Popular Xiquita está enfermo desde a última sexta feira com indícios de dengue. "Alguma providência deve ser tomada e deixarem de bla bla bla. Agir é a palavra chave contra o Mosquito!" Afirmou apresentador que encontra-se em repouso em sua casa após receber alta do médico. O país registra um aumento na taxa de mortalidade de dengue. Até o dia
26 de março, o Ministério da Saúde havia notificado 124 casos de dengue
hemorrágica, com 17 mortes --um índice de mortalidade de 13,7%. Em
2006, a taxa foi de 11%. A OMS (Organização Mundial da Saúde) preconiza
3%.
Autoridades de saúde dizem que o salto é esperado porque, à
medida que as pessoas contraem dengue por um determinado subtipo de
vírus e depois se reinfectam por outro, são maiores as chances de
complicações. Há três subtipos virais circulando no país. As
complicações também podem ocorrer quando se pega dengue pela primeira
vez, mas são raras.
O ministério computa 134,9 mil casos de
dengue neste ano. O Mato Grosso do Sul concentra 41% das ocorrências e
São Paulo, 9% --o Estado tem 15,2 mil casos, 19% a menos do que em
2006--, com maior concentração no interior e no litoral.
Além da
dengue hemorrágica, infectologistas relatam um salto de casos "com
complicações", mas não há registro oficial desse aumento. Trata-se de
uma forma mais grave da dengue clássica, mas que não é enquadrada como
hemorrágica.
Entre os sintomas da "dengue complicada" estão
inflamações no fígado, no cérebro e na pleura (membrana que envolve o
coração e o pulmão). Em 2006, oito pessoas morreram no Estado de São
Paulo vítimas da dengue com complicações.
"Observamos um aumento
de mortes por dengue e, sem dúvida, estamos atendendo muito mais casos
complicados de dengue do que antes", diz o infectologista Luiz Jacinto
da Silva, professor da Unicamp.
Para ele, como o sistema de
saúde não conta com uma rede de triagem dos casos graves, o país pode
estar subestimando os casos mais complicados.
A mesma percepção
tem o infectologista Celso Granato, diretor de pesquisas clínicas do
Fleury Medicina e Saúde. Ele diz que tem sido comum receber exames de
pessoas com dengue e que apresentam alterações no fígado, encefalites,
miocardites e inflamações no pulmão. "É uma doença de mil facetas. Ela
pode dar quase nada e, até na forma clássica, você pode ter encefalite,
pneumonite, hepatite e miocardites."
A professora Ana (nome
fictício), de Ubatuba (SP), primeiro descobriu que estava com hepatite
e só depois soube que era uma complicação da dengue. "Tive febre e
mal-estar por três dias. Depois passou, parecia que estava tudo bem.
Por fim, danou-se", relata ela, que ficou uma semana internada.
O
diretor técnico de gestão da Secretaria de Vigilância em Saúde do
ministério, Fabiano Pimenta, diz desconhecer o aumento de casos de
dengue com complicações. "Até hoje, pelos dados dos Estados, não posso
dizer que aumentou. Pode ser que exista um quantitativo de casos em
investigação que ainda não tenha sido notificado."
Mas a alta é
esperada, disse ele, em razão de o país conviver hoje com mais de um
sorotipo. Uma das ações do ministério no controle das formas graves de
dengue é melhorar a capacitação de médicos, o que inclui um auxílio do
CFM (Conselho Federal de Medicina) para divulgar cartilhas aos médicos.
|
|
 |
 |
 |
 |
|
 |
|
 |
|
 |
 |
 |
 |
 |
|