Polícia não tem pistas dos assassinos de Tonho Cabaré
29/03/08 às 20:01 h


 

Texto: Ailton Sousa/Foto: Tarcisio Dantas/Divulgação

A polícia ainda não dispõe de pistas dos dois motoqueiros que mataram a tiros o sapateiro e presidente da Liga Itabaianense Desportiva, Antônio Francisco dos Santos, o “Tonho Cabaré”, 46. O crime aconteceu na noite da última quarta-feira na praça João Pessoa no Centro de Itabaiana, distante 56 km da capital. Familiares e pessoas ligadas à vítima começaram a ser ouvidas na delegacia do município na tentativa de se encontrar algum indício que leve aos autores e mandantes do crime, pois, as características do assassinato são de crime de mando. “Quem fez a execução sabia o que estava fazendo e o que queria”, revelou o delegado regional, João Martins.

O assassinato de Tonho Sapateiro está sendo investigado pelo Setor de Homicídios da regional de Itabaiana, que conta com o apoio da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol), Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e Superintendência da Polícia Civil. Os primeiros levantamentos sobre o ocorrido indicam, que por volta das 19 horas da quarta-feira, o sapateiro estava na praça João Pessoa, nas imediações do seu estabelecimento comercial, quando os desconhecidos chegaram em uma moto e efetuaram vários disparos de pistola calibre 380.

Tonho Cabaré ainda caminhou por alguns metros, foi perseguido e executado em frente à sapataria. A informação é de que foram efetuados 17 tiros, sendo que cerca de dez atingiram o sapateiro. No local foram encontradas marcas de balas nas paredes. De acordo com o delegado João Martins, que preferiu não adiantar detalhes, existem informes de que há 15 dias a vítima teria sido ameaçada de morte, no entanto, Tonho Cabaré não procurou a delegacia para registrar queixa.

Quanto à informação de que o sapateiro seria informante do promotor de Justiça, Gimarcos Evangelista, e poderia ter contribuído nas prisões de envolvidos em crimes ocorridos na cidade, o delegado explicou que o que se sabe é que eles apenas se conheciam. João Martins lembrou que o crime deve ter sido presenciado por populares e faz um apelo para quem tiver alguma informação que possa levar a identificação dos criminosos que as repasse através do 0800 79 0147 (Disque Denúncia da Polícia Civil).

Por toda a quinta-feira, equipes do Cope e Superintendência da Polícia Civil, coordenadas pelos delegados Marcelo Cardoso e Gilberto Guimarães, juntamente com militares do 3º Batalhão da Polícia Militar (BPM), realizaram uma operação em Itabaiana, mas não houve prisões ou apreensões.

 

 

Fonte: Jornal da Cidade